Espondilodiscite: infecção do disco intervertebral

Espondilodiscite é nome dado à infecção do disco intervertebral. O problema pode ocorrer tanto em crianças quanto adultos, por diferentes causas. 

Infecção do disco intervertebral em crianças ocorre por contaminação sanguínea por vírus ou bactérias provenientes outro local do organismo (como infecções de vias aéreas), que trafegam pelo sangue e se alojam no disco. Esse tipo de problema, em geral, ocorre nos dois primeiros anos de vida, época em que os discos têm maior suprimento sanguíneo, uma vez que, após essa idade, a nutrição do disco é reduzida.

O principal sintoma de espondilodiscite em crianças é dor. Além disso, é comum queixa de que “filho parou de andar”. O motivo é que a posição em pé aumenta a pressão no disco e, consequentemente, piora a dor.

A região lombar é a mais frequentemente acometida por infecção do disco. O diagnóstico é feito após suspeita clínica pelo médico especialista em coluna, seguido de exames laboratoriais e de imagem. Radiografias da coluna demoram cerca de 3 semanas para mostrar alterações. Por isso, esse exame pode ser normal nos primeiros dias de sintomas.

Quando há forte suspeita clínica de infecção do disco, deve-se realizar ressonância magnética, considerado “padrão-ouro” para avaliação por imagens da coluna.

O tratamento de espondilodiscite em crianças de inclui imobilização externa com órtese (colete), além de medicações analgésicas e antibioticoterapia. É fundamental acompanhamento  conjunto por equipe de infectologia, para escolha do tipo e da duração do antibiótico.

Espondilodiscite em crianças, geralmente, possui evolução favorável e não costuma deixar sequelas. Alguns pacientes apresentarão fusão espontânea entre as duas vértebras acometidas. Esse fato, entretanto, não provoca sintomas ou restrições ao longo da vida.

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