Nos primeiros meses de vida, nossos movimentos são, basicamente, automáticos. O chute do bebê na barriga, as reações de segurar e de susto são alguns exemplos de reflexos que traduzem a atividade do sistema nervoso no aparelho locomotor. Aos poucos, adquirimos a capacidade de executar movimentos voluntários como sustentar a cabeça, sentar, engatinhar e andar. Entretanto, ao longo da vida podemos nos deparar com movimentos involuntários de parte do corpo como espasmos, tremores e tiques. Dentre os distúrbios funcionais de movimento, a distonia aparece como a segunda alteração mais comum depois dos tremores.

O que é distonia?

Distonia (dis – alteração, distúrbio; tonia – tônus) é caracterizada por contrações musculares involuntárias que levam a movimentos e posturas anormais. Na coluna vertebral, a forma mais comum ocorre na região cervical e pode se estender até o ombro. Os movimentos involuntários podem ocorrer em diferentes direções levando à inclinação da cabeça e do pescoço para os lados (rotação e inclinação) ou para frente e para trás, e frequentemente são acompanhados de dor.

Ela também pode estar relacionada a alterações neurológicas de causa genética, congênita ou adquirida por lesões no sistema nervoso, mas a maioria é de causa desconhecida.

Na coluna vertebral, a forma mais comum de distonia ocorre na região cervical e pode se estender até o ombro.


Quando aparece a distonia?

Os movimentos involuntários na distonia podem se iniciar em qualquer idade, podem ser contínuos ou intermitentes, e ocorrer em diferentes graus e localização, Quanto mais cedo se iniciam maior a tendência de se tornarem generalizados. Ao se iniciar um movimento, a distonia pode se intensificar causando maiores limitações funcionais. Fatores emocionais também acentuam a intensidade dos espasmos musculares causando movimentos anormais em diferentes amplitudes e velocidade.

Exemplo de movimentação involuntária característica em casos de distonia.


Quais tratamentos para distonia?

O tratamento é direcionado aos sintomas, envolve medicações orais e aplicação de toxina botulínica nos músculos mais acometidos. Exercícios e adaptações auxiliam na maior independência para a realização das atividades diárias. Canabinóides, terapias genéticas e estimulação magnética transcraniana estão entre as possibilidades de tratamentos em estudo na atualidade.

 

Dr. Gilbert Bang

Médico Fisiatra pela Santa Casa de São Paulo e Hospital Israelita Albert Einstein

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