Técnicas cirúrgicas mais comuns da coluna lombar:

Microdiscectomia

Trata-se da remoção de pequenos fragmentos de disco intervertebral deslocados, responsável por compressão nervosa e, consequentemente, dor ciática. Essa técnica pode ser realizada com auxílio de microscópio e pequeno dilatador tubular. A retirada do fragmento herniado provoca melhora da dor ciática. Não há necessidade de repouso. É permitido andar no mesmo dia, retornar ao trabalho sem carga em poucos dias e praticar esportes integralmente em algumas semanas.

Microdiscectomia tubular minimamente invasiva.

Discetomia Vídeo Endoscópica

Procedimento análogo à microdiscectomia tubular, essa técnica também se destina à remoção de fragmentos de disco herniados. Nessa técnica, porém, a magnificação de imagens se dá por meio pequena câmera de vídeo. O corte da pele é de aproximadamente 10mm e as orientações pós operatórias são semelhantes àquelas da microdiscectomia tubular. Não há necessidade de repouso após a cirurgia.

Discectomia video endoscópica

Laminectomia

Trata-se de cirurgia clássica destinada ao tratamento de estenose do canal vertebral (em qualquer parte da coluna – cervical, dorsal ou lombar). Laminectomia é a retirada parcial ou integral da lâmina, estrutura óssea que serve como cobertura das estruturas nervosas no interior do canal vertebral, mas que também pode exercer compressão dos nervos. Ao longo das últimas décadas, muito se evoluiu nas técnicas para realização de laminectomias, principalmente com o desenvolvimento das técnicas menos invasivas. No vídeo a seguir, promovido pela Sociedade Brasileira de Coluna, Dr. Gotfryd explica a evolução histórica da laminectomia, além de detalhes técnicos da operação menos invasiva tipo “Over the Top” para o tratamento moderno da estenose do canal lombar.

Assista ao Webinar com o Dr. Alberto Gotfryd

Artrodese

Termo médico utilizado para fusão de uma articulação. Na coluna vertebral, trata-se da fusão de duas ou mais vértebras. As principais indicações para artrodese da coluna são instabilidades mecânicas, espondilolistese instável, tratamento de deformidades, como escolioses, fraturas e tumores da coluna. Atualmente, as artrodeses são utilizadas com auxílio de implantes, que conferem maior estabilidade mecânica e dispensam a necessidade de imobilização externa (coletes). Os implantes mais utilizados para artrodeses são:

  • Parafuso pedicular: dispositivo metálico feito de titânio que é implantado dentro da vértebra, servindo como ponto de fixação. Cada vértebra comporta até dois parafusos pediculares. Os parafusos pediculares inseridos em vértebras adjacentes são conectados por meio de hastes metálicas, de modo que a mobilidade daquele segmento operado seja eliminada.

    Parafusos pediculares

 

  • CAGE ou espaçador: dispositivo feito de plástico rígido (PEEK) ou titânio que é inserido no local do disco intervertebral previamente removido. O CAGE usualmente é preenchido com enxerto ósseo e facilita a formação de ponte óssea entre as vértebras operadas. Há diversos modelos, com variações em relação ao formato do dispositivo e em relação à via de acesso para colocação. Os CAGES mais utilizados atualmente são:
    • TLIF: Fusão intercorporal lombar TRANSFORAMINAL;
    • ALIF: Fusão intercorporal lombar ANTERIOR;
    • OLIF: Fusão intercorporal lombar OBLíQUA;
    • LLIF ou XLIF: Fusão intercorporal lombar LATERAL;
    • PLIF: Fusão intercorporal lombar POSTERIOR.

Cages ou espaçadores

 

Radiografia de artrodese lombar.

É possível realizar fusão lombar sem utilização de CAGES, utilizando-se apenas parafusos pediculares e enxerto ósseo. Essa técnica é denominada artrodese póstero-lateral. A literatura comprova bons resultados com esse método tradicional de artrodese.

 

4 respostas
  1. Ianê Sati Togo
    Ianê Sati Togo says:

    Fiz a quarta cirurgia na coluna lombar , há quase um ano e meio , sinto terríveis dores nos glúteos , pernas formigando que iraduan até os pés que estão ficando tortos e muito doloridos , não estou conseguindo caminhar por um bom tempo , ficar em pé está ficando cada vez pior , dores terríveis na região pélvica.
    Faço tratamento no Hospital das Clínicas , onde estou sendo ignorada .Tomo tramadol , dipirona , gabapentina e relaxante muscular o que me dá um certo alívio por pouco tempo e tenho ficado a maior parte do tempo deitada , o que tem me deixado muito triste e creio que até um tanto deprimida .

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    • Adriane
      Adriane says:

      Bom dia! Amiga fiz essa mesma cirurgia lombar, moro em Porto Alegre RS fiz com o Dr Erasmo zardo, recomendo ao mundo, faz uma semana, antes sentia dor até ao respirar tossir era tortura, hoje 7 dias da cirurgia não cinto mais nada, porem ele pediu p mim subir escada caminhar se deitada ficar exercitando as pernas, fiz tudo conforme ele mandou, cama deitada 1 hora depois levanta caminhar e assim vai,.. recomendo faça uma consulta com ele, melhoras🙏😀

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  2. Gizela
    Gizela says:

    Numa queda aos 7 anos, nada sofri, foram 3m de altura, cotovelo, cabeça e bacia no chão. Na época ressonância e tomografia nada diagnosticado e N senti nenhuma dor. Então bola pra frente… foram 20 anos curando uma tendinite no punho, mas a lesão era no cotovelo e agora mais 7 anos cuidando de um ciático que nada mais é que 2 facetas quebradas na lombar ( espondilistese entre L5 e S1)que o cumprimem e causam a dormencia e o formigamento nas duas pernas e a dor ao sentar. Estou a espera da eletromiografia pra ver o desgaste e da ressonância pra voltar ao médico que passou apenas dipirona.

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